A arte da organização

O artista e comediante suíço Ursus Wehrli fez uma série de fotografias no qual o cotidiano é reorganizado em fileiras de acordo com cor, tipo, forma e tamanho. As fotos estão no livro “The Art of Clean Up”, lançado em 2011 e, se alguns dos trabalhos parecem estar no limite do transtorno obsessivo-compulsivo, outros divertem pela proporção e escala das fotos. 

Se identificou? Então a dica é o tumblr Things Organized Neatly, no qual o estudante de design Austin Radcliffe faz uma coleção de imagens organizadas… ordenadamente. Você pode, inclusive, participar enviando sugestões ou fotos de própria autoria.

The Art of Clean Up via.

Things Organized Neatly via.

Marcadores esquecidos + Cartas não enviadas

Dois projetos bacanas com um toque de poesia, saudosismo – e voyeurismo:

Cartas não enviadas.

Elisa Mendes, do querido e já finalizado 365 nuncas, lançou há pouco, junto com Maria Continentino, o Cartas Não Enviadas, no qual são publicadas, de maneira anônima, cartas e e-mails que foram escritas e, por algum motivo, não puderam ser enviadas para seu destino.

Vale a pena dar uma espiada, mas você também pode colaborar enviando a sua própria carta. Que tal?

Forgotten Bookmarks. 

Desde 2007, o vendedor de livros usados Michael Popek coleciona e compartilha em Forgotten Bookmarks os tesouros que encontra nos livros que comercializa. São dedicatórias, fotografias, desenhos, receitas de bolo, cartões postais, bilhetes… Um pequeno e curioso passeio pela intimidade de anônimos e seus cotidianos.

Alguns exemplos irresístiveis:

Adivinha quem é

Que o rosto humano pode servir de inspiração pra uma série de projetos interessantes nós já vimos aqui e aqui. Mas certas pessoas se tornaram tão icônicas que é possível reconhecê-las a partir de detalhes mínimos.

É o que nos mostra o israelense Noma Bar nessa série de ilustrações vetorizadas de artistas, políticos, cientistas, símbolos da cultura, entre outros, todas compiladas no livro  Guess Who? – The Many Faces of Noma Bar.

Via.

Na vitrola

Voltando aos 1001 discos, caímos na página de uma das poucas bandas hour concour aqui do SeuLogo.net. Sempre que ninguém entra em acordo sobre o que ouvir na agência, são os Ramones que tocam na caixinha.

E já que é assim… Hey ho, Let’s go.

Pra completar, um alento quanto às próximas gerações:

O álbum de 1976 dos Ramones ganhou as páginas 368 e 369 dos 1001 discos.

Outra maneira de se deslumbrar com livros

Livros, sempre livros. Já os vimos animados, ilustrados, que tal esculpi-los agora?(eventualmente, os leremos também).

O Seulogo.net fez uma seleção de dez impressionantes trabalhos na área da “book sculpture”.

1. Guy Laramee.

Via Trendland.

2. Brian Dettmer.

Via Coletivo Verde.

3. Jennifer Khoshbin.

4. Su Blackwell.

5. Paul Octavious.

Via Likecool.

6. Nicholas Galanin.

Mais fotos aqui.

7. Cara Barer.

Via Trendland.

8. Nick Georgiou.

Mais imagens aqui.

9. Isaac Salazar.

Via Recyclart.

10. Robert The.

 

 

Cinco ilustradores no País das Maravilhas

Também quer uma Alice para chamar de sua? O texto de Lewis Carrol é irretocável, mas você pode fazer a sua escolha baseada na lista de cinco incríveis ilustradores de “Alice no País das Maravilhas” que o SeuLogo.net separou.

1. John Tenniel.

Ilustrador da edição original de 1865, Tenniel ganhou uma re-publicação acessível feita pela Zahar, em 2002.

John Tenniel Alice in Wonderland

Tenniel Alice in Wonderland

Tenniel Alice in Wonderland

Tenniel Alice in Wonderland

2. Leonard Weisgard.

Já em 1949, essa foi a segunda versão do clássico e a primeira edição com ilustrações coloridas. Vibrante e ousado.

Weisgard Alice in Wonderland

Weisgard Alice in Wonderland

Weisgard Alice in Wonderland

Weisgard Alice in Wonderland

Imagens via Universia.

3. Ralph Steadman.

Em 1967, o polêmico artista britânico arrasou com sua controversa versão em preto e branco da obra.

Ralph Steadman Alice in Wonderland

Ralph Steadman Alice in Wonderland

Ralph Steadman Alice in Wonderland

Ralph Steadman Alice in Wonderland

Imagens via We Love… Life.

4. Luiz Zerbini.

O artista plástico brasileiro criou a sua versão de Alice para a edição de 2009 da Cosac Naif. Além do livro comum, há o livro de colecionador, que vem dentro de uma caixa simulando uma carta de baralho e mais uma série de maquetes de babar.  Na sinopse na editora, há até um Jogo de Memória fofinho e divertido para brincar.

Zerbini Alice in Wonderland

Zerbini Alice in Wonderland

Zerbini Alice no País das Maravilhas

5. Salvador Dalí.

O gênio surrealista fez sua versão do clássico para uma edição publicada em 1969, com uma gravura para cada capítulo do livro. Todas foram digitalizadas pela William Bennet Gallery, que, inclusive, fez um belo vídeo com elas:

Dali Alice in Wonderland

Dali Alice in Wonderland

Dali Alice in Wonderland

Dali Alice in Wonderland

Essa versão, obviamente, não é lá muito tangível para pobres mortais. Há algum tempo atrás, a Amazon disponibilizou uma única cópia para venda pela bagatela de 12.900 dólares!

Gostou? Um livro com os ilustradores de Alice foi lançado em 1972.

Já conhece o trabalho da fotógrafa Elena Kalis, inspirado em Alice? Clica que vale a pena.